rofranca

10

de
fevereiro

Enquete

Na sua opinião, qual o melhor título para o book do Rodrigo?

1. A REPARTIÇÃO

2. MEMÓRIAS DE UM BARNABÉ

3.FALTAVA ALGUMA COISA

4. OUTROS (esapecificar)

 

Grato

8

de
fevereiro

Conclusão

Enquanto as coisas aconteciam nos eixos de Brasília e adjacências, aqui em BH continuávamos levando nossa vidinha de barnabé. Detonei a Seplan através do Plano de Demissão Voluntária, fiquei um ano desempregado - vida dura - até ser chamado de volta à PBH. Desta vez fiz um trabalho legal, de co-editor da revista Panejar BH que, em seu primeiro número, trazia uma entrevista de Maurício Borges sobre o capital intelectual, cpidescada por mim.

Posteriormente passei a trabalalhar no clipping da PBH, resumo das Principais notícias nacionais e locais de interesse para a PBH. Com a transferência para a SMATI  -Secretaria Municipal Adjunta de Trcnologia e Informação - adotamos o clipping eletrônico, Ferramenta que colocava na mesa dos principais dirigentes da Seplan diariamente as notícias frescas. Para que isso acontecesse, tinha que acordar às 5 hs. e trabalhar duro, já que os chefes chegavam às 9 hs.

Tudo ia bem até que começou o processo da sucessão na PBH de 2008. Numa aliança espúria e oportunista, o PT abriu mão de lançar candidato e apoiou o obscuro Márcio Lacerda, vinculado a Aécio Neves. Eleito, Lacerda não teve perdão: demitiu a maioria dos petistas, a maioria de meros trabalhadores como eu. Não tive dúvidas: entrei na justica - o contrato era cheio de irregularidades - e estou à procura de um novo trabalho. Enquanto isso. escrevo…..

3

de
fevereiro

Classe C

Para fins didáticos, sem precisão estatística, dividiremos a população brasileira em cinco classes de renda, com o objetivo de avaliara o impacto dos oito anos de governo lula sobre as mesmas:

     .Classe A : 10% + ricos

     . Classe B : 15% seguintes

     . Classe C : 25% seguintes

     . Classe D : 30% seguintes

     . Classe E : 20% + pobres.

A classe A não foi afetada pela política econômica. Continuou com suas mansões e carrões, aplicando no mercado financeiro e especulando com ações. Foram até incorporados novos atores nesta abastada classe, como os traficantes e e prprietários de puteiros. É o que se pode chamar de dolce far niente. O imposto sobre heranças e grandes fortunas poderia amenizar a situação, mas não foi implantado por vacilo político.

A classe B viveu momentos de horror. Cutucada pela classe C e pelos baixos salários - em termos relativos - das aposentadorias, viu seu poder de compra cair e seus outrora exclusivos espaços invadidos, como pizzarias e shopping centers. Coitada, deve ter votado em massa no Serra….

A classe C viveu seu momento de glória e expansão: salário mínimo real como indexador, elevação do n´vel de emprego formal e outros fatores fizeram com que a distância da classe B fosse encurtada, e a classe passou a viajar para o exterior, frequentar as boutiques da moda e nadar de braçada nas maravilhas do capitalismo emergente.

A classe D também foi privilegiada com o programa bolsa-família, que trou da miséria quase 30 milhões de pessoas pelo brasil afora.

Finalmente a classe E, que continuou fudida como sempre o foi, na miséria absoluta e em péssimas de condições de sobrevivência.

Nossa breve análise indica mudanças estruturais no governo Lula, principalmente nas classes intermediárias. Mas, no geral, prevlace a tese marxista : os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres!

1

de
fevereiro

Lula-lá

O ano de 2002 foi quente do ponto de vista político: economia em crise, eleições gerais em outubro e uma forte tendência de mudanças por parte do eleitorado. Ninguém aguentava mais a empáfia e prepotência de fhc & cia. Mas havia também um forte preconceito contra o pt e suas teses consideradas radicais demais.

Em março realizou-se o encontro nacional do pt em Olinda para definir o programa de governo. Temas delicados como reforma agrária, moratória da dívida pública interna e estatização do sistema financeiro foram amplamente discutidos e aprovados, gerando um forte abalo no mercado e assustando a classe média. As pesquisas indicavam uma preferência por Lula da ordem de 30 a 35%, um índice bom mas insuficiente para garantir a vitória nas eleições.

O mercado criou até um “lulômetro”, indicador do medo que grassava nas classes dominantes. Então os dirigentes do pt sentiram que era preciso fazer alguma coisa, e redigiram a carta aos brasileiros, que praticamente rasgava o programa de Olinda e apresentava à nação um programa moderado, com respeito aos contratos então vigentes e uma proposta meio conservadora até. Todos achavam - como eu - que era apenas pra inglês ver, que depois das eleições o buraco seria mais embaixo.

Doce ilusão! Vieram as eleições e Lula ganhou em sua quarta tentativa, mas sua prática - pelo menos no primeiro ano de governo - seria conservadora e neoliberal. A nomeação de Henrique Meirelles - um tucano do Bankboston - para presidente do Banco Central acalmou o mercado e gerou desconfiança nas hostes verdadeiramente petistas. Os juros foram elevados, fazendo a alegria dos grandes bancos detentores de títulos da dívida pública interna  e infernizando as famílias que dependiam do crédito e dos cartões.

Dentro do governo Lula ficou acertado mais ou menos o seguinte : a parte econômica ficaria com os ortodoxos , Palocci, Meirelles e outros, e a parte social com os verdadeiros petistas. Assim, o Programa Bolsa- família foi fortemente incrementado, o salário mínimo reajustado acima da inflação e os outros programas sociais incentivados e implementados, uma vez que a questão social no antigo governo fhc foi simplesmente esquecida.

No segundo ano de governo as medidas socio-econômicas começaram a surtir efeito, com o mercado interno aquecido e, por via de consequência, a produção doméstica, o comércio e o setor serviços. Os resultados logo se fizeram sentir : o PIB médio dos oito anos de Lula cresceu 3,6% ao anos, contra 2,3% do período fah, o emprego formal cresceu fortemente e índice de aprovação do governo chegou a 84% em seu final.

31

de
janeiro

Transtornos

quela situação não podia continuar..

Fui então a uma psiquiatra que, depois de muitas consultas e exames, chegou à conclusão que eu era portador de transtorno bipolar. Fiquei meio apavorado, mas depois de muita leitura e já lúcido, fiquei sabendo que o Einsten, a Elis Regina e o Carlos Drumond também eram bipolares, então me senti em boa companhia.

Passei a tomar o lítio, que regula o humor, e tomei coragem de sair da Seplan, através do Programa de Demissão Voluntária. Era um pesado fardo que eu carregava nas costas e achei melhor ficar desempregado uns tempos, pois ainda tinha uma certa grana da ação e a indenização do PDV foi até razoável.

Pronto. Estava preparado para assumir um novo emprego na PBH, desta vez como co-editor da revista Planejar BH, que fez grande sucesso na época. Foi uma fase tranquila e de muito trabalho, praticamente sem beber.

26

de
janeiro

Falcatruas

Segundo levantamentos extra-oficiais, o governo de fhc participou - direta ou indiretamente - de 45 falcatruas ou maracutaias ao longo de seus dois mandatos. Coincidência ou não, este é o número com que os tucanos se apresentam nas eleiçoes. Sugestivo! Também direta ou indiretamente, o governo dificultou ou impediu as investigações sobre corrupção por ele praticadas, e todas foram varridas para debaixo dos tapetes persas do Palácio da Alvorada. A imprensa, salvo raríssimas exceções, foi omissa e conivente: mandei dezenas de cartas-denúncias aos principais jornais e revistas do país, a maioria delas recusada. Mas vamos recordar, já que recordar é viver:

A primeira foi a do SIVAM - Sistema de Vigilância da Amazônia - envolvendo embaixadores e empreiteiros, causando um prejuízo de milhões ao erário. Nessa tenebrosa transação muitos se deram bem e tentou-se criar uma CPI sobre o assunto, que acabou em pizza.

Depois veio o PROER, se lembram? Mais de R$ 20 bilhões dos cofres públicos utilizados para salvar banqueiros falidos e amigos do príncipe - tinha até um genro dono do Banco Nacional _ , uma mamata sem precedentes na história da promiscuidade financeira que sempre pautou o governo. Depois do generoso socorro, vieram as taxas de juros e a liberação das tarifas bancárias, engordando os já gordos lucros das instituições financeiras. Até hoje os bancos lucram com a inadimplência dos consumidores. Eles nunca perdem!

Mas escândalo mesmo foi o da venda da Telebrás, cabuloso e cabeludo. Avaliada inicialmente em R$ 40 bilhões, a empresa foi recortada e dividida entre banqueiros e espertalhões estrangeiros, e arrematada por apenas R$ 20 bilhões, e até hoje não se viu a cor do dinheiro. Exultante, o príncipe alardeava que foi o maior leilão da história do capitalismo. Puro cinismo.

A votação da emenda da reeleição foi outra maracutaia, cheia de propinas e liberações de verbas públicas em troca de votos dos congressistas venais. São 300 picaretas com anel de doutor, como bem lembrava herbert vianna. Mais uma vez tentou-se criar uma Cpi, abortada pelos de sempre.

Finalmente a venda escandalosa da CVRD - Companhia Vale do Rio Doce - feita a preço de banana e criminosa, pois foram incorporadas na venda as reservas nacionais de minério, inclusive ouro. Existe um processo anulatório correndo nas varas de Belém mas vai acabar no arquivo. A Vale é hoje a maior empresa privada do país. E os tucanos ainda queriam vender a Petrobras e o Banco do Brasil. Durma-se com um barulho desses!

Mas chega de falcatruas e coisas erradas. Vamos esquecer esse fhc, esse poço de corrupçao e empáfia que um dia será desmascarado pela história. Que Deus - ou o Diabo - o levem o mais breve possível!!!

25

de
janeiro

Bomba de retardo

A situação da dívida pública interna brasileira pode ser comparada a uma bomba de retardo, um dos principais ítens da herança maldita de fhc, que Lula não resolveu e que agora cai no colo de Dilma. Sua origem está no desequilíbrio clássico das contas públicas, o tradicional gastar sem ter fontes de arrecadação suficiente. De maneira irresponsável e promíscua, o governo se endivida no setor financeiro  e administra sua dívida com elevadas taxas de juros, gastando o dinheiro dos contribuíntes em sua rolagem, Um prêmio  à especulação e uma punição à sociedade e ao setor produtivo da economia.

Durante os governos neoliberais vigentes na década de 90, o setor público foi sucateado e vendido a preços de banana, tendo sua capacidade de investimento esgotada e diminuindo os gastos sociais, especialmente em saúde, educação e segurança, penalizando as classes sociais carentes e aumentando a já cruel desigualdade da distribuição da renda nacional. Além de tudo isso, o setor público foi também responsável pela elevação sem precedentes da dívida interna, alimentada e agravada pela exorbitante taxa de juros imposta à economia pelo banco central.

Em 1991, apesar do confisco dos ativos financeiros decretados pelo Plano Cóllor, a dívida interna representava 38,6% do pib passando a 30,4% em 1994. Assim, o Plano Real - logo em seu início - baixou a relação dívida/pib, mas a condução da política econômica ao longo de fhc troude uma elevação descabida , passando a relação em 57% do pib, no ano de 2002.

Além de monstruosa e ilegítima, a dívida interna teve sua rolagem efetivada com absoluta irresponsabilidade por parte do banco central. Um outro fator agravante da crescente relação dívida/pibfoi o fraco desempenho da economia brasileira, especialmente no período que se seguiu após a crise cambial de 1999. Refletindo a recessão econômica e a desvalorização cambial ocrrida a partir da adoção do câmbio flutuante, o brasil deixou de ser a nona economia do mundo , ocupando naquela época a modesta posição de 11 no ranking mundial.

Em resumo, a dívida pública interna, sempre mal administrada e dependente da taxa de juros, se coloca como um dos entraves da condução da política econômica, principalmente no que diz respeito à fixação da Selic, uma das maiores do mundo.

24

de
janeiro

PLANO REAL

O governo Itamar Franco ´que sucedeu a tragédia collorida - se iniciou sob a égide da incerteza. Foi trocando de ministros até cair na garras de fhc e dos meninos da PUC/RJ, que bolaram e colocaram em prática o Plano Real. O mecanismo era relativamente simples: uma fae de transição marcada pela transformação do cruzeiro em urv = unidade real de valor. Depois em julho de 94, a criação da nova moeda - o real - cotado em US$1,00. Era a tão sonhada dolarização da economia, que duraria pouco mas teve o papel de evitar a hiperinflação.

Assim, durante a década de 90 o Barco “Brazil” navegou sob as ondas do neolibralismo, embusca da inflação zero e do crescimento econômico sustentado, ambos não alcançados em sua plenitude. O modelo econômico foi foi adaptado à pseudo modernidade, com a substituição do setor público pelo capital privado e externo, os salários foram rebaixados e os juros elevados. A prosperidade e o pleno emprego viriam naturalmente , segundo os comadantes do barco e fiéis seguidores do consenso de Washington. Mas nâo foi isso que se viu, além da onda de privataria que invadiu o país. O desempenho da economia foi pífio durante o primeiro mandato de fhc, como pode ser observado pelo comportamento do PIB:

1995 = 4,2

1996 = 2,8

1997 = 3,3

1998 = 0,2

Média no período = 2,1

As crises internacionais - México, Ásia e Rússia - serviram como desculpas esfarrapadas pelo baixo crescimento Econômico, mas o novo modelo já demonstrava suas vulnerabilidades : o capital externo,além de volátil, é também especulativo e corrosivo, como se veria mais adiante. A privataria foi acelerada e a inflação baixa garantiram o segundo mandato de fhc,sabe-se lá a que prço - deixando as questões sociais relegadas a segundo plano.As inúmeras denúncias de falcatruas e corrupção foram solenemente ignoradas e as reservas internacionais literalmente queimadas no fogo da especulaçao financeira.

A âncora cambial foi bruscamente retirada em janeiro de 99, fazendo com que a inflação - medida pelo Índice Geral de Preços - IGP - chegasse a 20% no final do ano. O capital externo foi ficando ressabiado e a crise cambial obrigou o governo a recorrer ao FMI, abrindo mão de sua propalada autonomia na condução da política econômica.O crescimento econômico foi também fraco, como mostram as variações do pib :

1999 = 0,8

2000 = 4,3

2001 = 1,5

2002 = 1,5

Média do período = 2,1

Nesta segunda fase as desculpas governamentais foram direcionadas à crise da Argentina e ao efeito bin laden. Mas é como dizia RenatoRusso : - Sempre as mesmas desculpas, mas desculpas nem sempre são sinceras….Para complicar ainda mais a situação, veio o apagão energético, causado pela falta de investimentos públicos e de planejamento do setror energético. Em seus oito anos de existência, o Plano Real não cumpriu seus objetivos básicos, de acabar com a inflação e promover o crescimento econômico, deixando uma herança maldita, para seu sucessor Lula.

20

de
janeiro

“Back to BH”

Em Ipatinga as comemorações pelo impeachment de Cóllor foram tímidas. A população daquela cidade não liga muito para as questões nacionais; estavam mais ligadas nas eleições municipais, que aconteceram em outubro de 92, com a vitória do pt. Só que o novo prefeito era inimigo político de Chico Ferramenta, e o pessoal dele teve que voltar a BH, tentando uma colocação no novo governo de Patrus Ananias.

A eleição de Patrus foi uma festa e um banho de votos no então pirralho Aécio Neves. Só que a PBH estava umcaos, herança da administração tucana. Patrus - um sujeito inteligente - foi buscar no núcleo de economistas do PT dois nomes de peso: Maurício Borges no Planejamento e Fernando Pimentel na Fazenda. O processo de reorganização da prefeitura demorou um pouco - cerca de quatro meses - e eu usava o tempo ocioso para beber o fgts de Ipatinga.

Fui então contratado - sem carteira assinada - vejam só - em governo do PT, como assessor da Smpl - Secretaria Municipal de Planejamento Participei então dos seguintes trabalhos:

.Projeto de Indicadores  da Conjuntura Municipal de BH, que não foi para a frente

.Montagem do IQVU - ìndice de Qualidade de Vida Urbana para o município de Belo Horizonte, concluído com sucesso e até hoje utilizado pelo Orçamento Participativo

.Projeto de Incubadoras de empresas populares

.Análise da conjuntura brasileira como subsídio à elaboração do Plano Plurianual de Ação Governamental, bem feita por sinal.

Mas as coisas não iam muito bem. Como bem disse o Maurício, eu era o cara que começava as coisas e não terminava. Deve ser por causa do transtorno bipolar, que mais tarde iria se manifestar em sua plenitude. Isto será tratado mais adinate com detalhes.

Depois fui transferido para a Secretaria municipal da Fazenda - SMF - onde fui nomeado diretor do Departamento de Administração e Finanças - DAFF - sendo responsável pelas seguintes atividades :

.Elaboração, acompanhamento e Controle do orçamento da SMF

.Administração de pessoal e patrimônio.

Não deu certo, pois, segundo os chefes, eu não tinha perfil de executivo.Voltei para a SMPL e depois passei para a Superintência de Limpeza Urbana - SLU - onde trabalhei na análise financeira dos dos contratos de prestação de serviços com empresas privadas. Saí porque não concordava com a privatização dos serviços públicos. Fiquei meio perdido, e então voltei para Seplan-MG, mais específicamente a já falada Bostenor. Mas vamos dar um intervalo para falar do Plano Real.

18

de
janeiro

Tempos colloridos

 

18

de
janeiro

Tempos colloridos

Para melhor entender os fatos que se passaram no início da década de 90, é preciso retroceder a 1989, especificamente ao segundo turno da primeira eleição direta - aí sim - início da nova democracia brasileira. O duelo entre Lula e Cóllor estava quente, com muita baixaria e mentiras espalhadas pela grande imprensa, toda ela favorável a Cóllor. Ganhou destaque a ação predatória e cínica da Rede Globo, que inventou a história do aborto de Miriam Cordeiro que teria sido induzido por Lula. Além disso, editou de forma sacana o último debate entre os dois, influenciando muita gente. Os boatos eram cabulosos, dizendo que Lula iria repartir os apartamentos de 4 quartos e outras bobagens mais. Cóllor ganhou, mas apertado.

E logo de cara tomou a estúpida medida de bloquear os ativos financeiros superiores a 50 mil cruzeiros, o popular confisco da poupança. A inflação caíu, mas logo voltou com força - estava erado o diagnóstico monetarista de Mizélia, a ministra da sacanagem econômica - e o resultado concreto foi uma brutal recessão: o pib de 91 experimentou uma queda recorde de -4,1%. As denúncias de corrupção pipocavam por todo lado e a Casa da Dinda era uma festa, com cascatas e tapetes persas, tudo financiado com dinheiro público. As festas eram regadas a champanhe e - diziam - a um estranho pó branco importado da Bolívia.

A insatisfação era geral, inclusive dos empresários que haviam financiado a aventura collorida. A sociedade civil passou a se mobilizar visando a derrubada da quele playboy metido a presidente. Tomaram a frente os estudantes, alegres e indignados, que gritavam : “fora ladrão” e ” ai,ai,ai,;empurra que ele cai”. Cabe aqui registrar a contradição e cinismo da Rede Globo: ajudou e incentivou a vitória de Cóllor; depois, com a mini-série “Anos Rebeldes” ajudou a derrubá-lo. Mas o movimento crescia e até fugia ao controle. No dia 7 de setembro, o presidente foi à TV pedir que o povo vestisse amarelo no dia da independência, mas a resposta foi ao contrário de seu pedido: todos se vestiram de preto e foram às ruas protestar. tranformando a manifestação num verdadeiro mar negro de pessoas, uma chinfra de alta energia como diria o poeta.

O pedido de impeachment foi levado ao Congresso, com ampla possibilidade de aceitação, mas não foi preciso: Cóllor renunciou ao cargo e sumiu. Seus crimes não foram julgados e agora está de volta como senador. Assumiu Itamar Franco….

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